
1922 - 2007
85 Anos de História:
Fundada em 21 de Março do anos de 1922, a Associação de Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital (A.B.V.O.H.) nasce justamente sob o pavor das chamas.
Num dia que os mais velhos ainda guardam na memória, dezenas de populares, praticamente impotentes, assistem à deflagração de um incêndio de grandes proporções em pleno centro da vila. As chamas alastram violentamente e o edifício que albergava uma «Casa de Hóspedes» é completamente reduzido a escombros.
Mas graças ao empenhamento de verdadeiros bombeiros sem farda consegue-se, com recurso a incontáveis cântaros de água, evitar uma tragédia de maiores dimensões. O fogo devasta a pensão de Maria da Glória da Costa Barata, mas impede-se a sua propagação a outros edifícios vizinhos, nomeadamente ao local onde se encontra instalada uma farmácia de Fausto Soares.

Contudo, foi a partir desse trágico dia que
alguns dos responsáveis pelos destinos do concelho perceberam que
era urgente dotar Oliveira do Hospital com uma Corporação de
Bombeiros. Dão-se os primeiros passos nesse sentido. Foi então que
Fausto Soares, na altura o presidente da Câmara Municipal, e Aguilar
Teixeira da Costa, encabeçam o movimento que vai dar
origem à sua
criação.
AguilarTeixeira da Costa - 1º Comandante da Associação dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital
Tudo isto acontece em 1922, data em que Aguilar Teixeira da Costa, é eleito desde logo como 1º comandante do corpo activo, e começa a recrutar os primeiros bombeiros. O primeiro registo, está datado de 10 de Outubro desse mesmo ano. E o primeiro bombeiro é António Sebastião Madeira, um marceneiro de 31 anos a quem é entregue, entre outros equipamentos, ''uma farda em cotim militar, um capacete com cordão, um cinto com machada e um apito com cordão''.
Link Destaque

Primeira Farda do
Corpo de Bombeiros
Quatro anos mais tarde, a 21 de Março de
1926, toma posse no Salão das Sessões da Câmara Municipal de
Oliveira do Hospital a primeira direcção. E Aguilar Teixeira da
Costa, mandatado pelo presidente Fausto Soares, continua embrenhado
nas obras da construção do quartel-sede da A.B.V.O.H.
Surgem dificuldades financeiras, mas nos cofres da Associação vão entrando algumas receitas provenientes de determinadas iniciativas que visam angariar fundos para a construção do quartel. Os fundadores não arrepaim caminho e, em 1927, por ocasião das "festividades de Sant' Ana", para fazerem face às despesas decidem promover, nos dias 6 e 7 de Agosto, aquilo que designam como um "Bazar de Prendas". A receita excede as expectativas e os Bombeiros arrecadam com aqueles festejos "sete mil seiscentos e doze escudos e cinquenta centavos".
Em 6 de Novembro desse mesmo ano, Aguilar Teixeira da Costa participa à direcção que "o edifício que vai servir de sede á Associação já está concluido". E no rés-do-chão do quartel situado no Largo Dr. Lourenço Justiniano da Fonseca encontra-se também instalado o "material de incêndios".
Em 1 de Abril de 1928, a ABVOH contava apenas com 170 sócios e a quota mensal variava entre um e dois escudos. Manuel Rodrigues Lagos, um dos principais beneméritos e impulsionadores desta Associação, é admitido em 2 de Julho de 1933 como sócio protector com uma quota mensal de dois escudos e cinquenta centavos.
Mas independentemente da escassez de recursos financeiros, os Bombeiros não deixam por isso de desempenhar um importante papel em termos da manifestação de alguma solidariedade social às famílias mais pobres.
Na década de 30, esta Associação, juntamente com a Câmara Municipal, dá também uma importante colaboração numa "Acção de combate anti-tuberculose" e os objectivos que conduziram à criação deste corpo de bombeiros começam aliás a ser demasiado evidentes no contexto da sociedade Oliveirense e de alguns concelhos vizinhos. A ABVOH impõe-se rapidamente e as manifestações de apoio a este projecto surgem dos mais variados quadrantes.
Em 1937, Basilio Caeiro da Matta mostra-se reconhecido "pelos serviços diligentemente prestados, por ocasião do incêndio de parte da Casa do Esporão" e, voluntáriamente, envia para a ABVOH um donativo de um conto de réis. De realçar está que o Comandante e alguns bombeiros deslocaram-se até Midões num automóvel de aluguer. O jornal Voz de Oliveira promove, em 1938, uma subscrição aberta com o fim de ajudar os bombeiros a comprar uma moto-bomba.

Primeira Moto-Bomba da ABVOH
Mas as manifestações de reconhecimento provêm das mais variadas entidades, como a Companhia de Seguros «A Mundial», que em Dezembro de 1935 atribuiu à ABVOH um subsídio de mil escudos "pelos relevantes serviços prestados pelo corpo activo em incêndios em que a mesma companhia é seguradora"
Em 1940 já Mário Tavares Mendes ocupava o lugar de 1º Comandante desde há cinco anos. É adquirido um pronto-socorro que vem substituir o velho Lancia. O Chassis do Ford sofre obras de adaptação e constata-se que o quartel não tem dimensões suficientes para albergar esta viatura. No entanto, resolve-se proceder a uma ampliação do edifício através da construção de uma garagem que permitia o aparcamento de um dos automóveis que hoje é peça de museu e que tem a alcunha de « O Cadeirinhas ».
« O cadeirinhas »
O Primeiro quartel de Bombeiros
Em 2 de Maio de 1926, a direcção presidida por Fausto Soares delibera confiar a "continuação da construção do edifício que vai servir de sede" à Associação de Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital a Aguilar Teixeira da Costa. Cerca de um ano mais tarde, a direcção é informada de que "o edifício do quartel está praticamente concluído", mas as dificuldades financeiras não facilitam as obras de conclusão.
Entretanto, consegue-se gerar algumas receitas e no dia 6 de Novembro de 1927, Aguilar Teixeira da Costa dá a obra como pronta e comunica a direcção, que antes utilizava o salão das sessões da Câmara Municipal, já pode "começar a reunir numa sala que o edifício tem para esse efeito".
No Largo Dr. Lourenço Justiniano da Fonseca, precisamente ao lado do antigo Café Brasil, o rés-do-chão do edifício é então destinado a acolher o primeiro material de incêndios e ainda a estação do corpo activo.
Mas no início dos anos 40, a aquisição de uma "Caminheta Ford" obriga a que seja feita uma ampliação ao quartel.
Em 19 de Outubro de 1962, este edifício foi vendido em hasta pública por um lanço de 100 contos à « Obra de D. Josefina da Fonseca », uma instituição de "protecção à criança e formação doméstica".
A segunda Sede
Depois da venda do antigo edifício que vinha ocupando desde 1927, em 1962 a Associação dos Bombeiros Voluntários muda de "casa" e começa a instalar-se no seu novo quartel-sede, situado na rua que mais tarde passaria a designar-se por "Rua dos Bombeiros Voluntários".
Nos anos 60, esta mudança de instalações não só representou um passo gigante como também veio proporcionar um significante aumento de funcionalidade à corporação.
O ínicio desta construção, num terreno cedido pela Câmara Municipal, é desencadeado pela direcção de Lúcio Dias Coelho, mas obtém uma importantíssima participação de Manuel Rodrigues Lagos, na altura Presidente da Assembleia-Geral da ABVOH.
Este edifício, que mais tarde foi alvo de obras de ampliação, importou num custo de quatrocentos e vinte e quatro mil novecentos e trinta e cinco escudos e o início da sua construção processou-se sob a alçada de Comissões de Honra e Executiva.
No decorrer dos anos 60, uma das importantes fontes de receita dos bombeiros centrava-se no êxito que esta Associação conseguia alcançar anualmente com a realização de uma das mais afamadas festividades da região, as "Festas da Vila".
MAs para o arranque deste arrojado projecto do novo quartel, que obtém a comparticipação do Estado em 30%, a ABVOH queixa-se da falta de verbas e através de um prospecto apela á encarecidamente à participação da população: " A vós, pois, num apelo veemente nos dirigimos com a certeza antecipada de que ligareis o vosso nome a uma construção necessáriam útil e opurtuna que honrará uma época e os homens que ajudaram a erigi-la".
Mau tempo coloca País sob aviso
Todos os distritos de Portugal Continental e os Arquipélagos dos Açores e da Madeira estão hoje sob alerta Amarelo devido á previsão de chuva e ventos fortes, de acordo com o Institudo de Meteorologia.
Novembro não dá treguas aos Bombeiros
Desde os meados do mês que deflagram vários incêndios, alguns
com algumas preocupações para os Bombeiros de Oliveira do
Hospital, assim como um pouco por todo o pais, devido ao tempo
que se faz sentir e que é adverso para esta época do ano.
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| Ocorrência |
Percent. % |
| Doença Súbita | 29% |
| Queda | 21% |
| Acidente Viacção | 17% |
| Incêndio Florestal | 15% |
| Incêndio Urbano | 12% |
| Cheias | 3% |
| Desabamentos | 3% |







